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Mostrando postagens com o rótulo pós-abolição

Atividade de reflexão - Pós-Abolição

O trecho abaixo foi extraído do livro "Cidade Febril", escrito pelo historiador Sidney Chalhoub. Trata dos mecanismos de coerção dos trabalhadores negros no pós-abolição. Nesse momento de incerteza em relação ao que poderia acontecer, a primeira invenção que permitiu pensar a organização das relações de trabalho em novos termos após a abolição foi a "teoria" da suspeição generalizada — que é, de fato, a essência da expressão "classes perigosas". Já que não era mais possível manter a produção por meio da propriedade da própria pessoa do trabalhador, a "teoria" da suspeição generalizada passou a fundamentar a invenção de uma estratégia de repressão contínua fora dos limites da unidade produtiva. Se não era mais viável acorrentar o produtor ao local de trabalho, ainda restava amputar-lhe a possibilidade de não estar regularmente naquele lugar. Daí o porquê, em nosso século, de a questão da manutenção da "ordem" ser percebida como algo ...

Sobre "cultura negra"

"não existem culturas negras, muito menos uma única cultura negra, definidas a priori como um conjunto de práticas com certas características comuns e imutáveis. As culturas tornam-se negras, em função das lutas sociais e das identidades políticas construídas pelos descendentes de africanos em todas as Américas depois da tragédia do tráfico, da escravidão africana e da experiência do racismo." (ABREU, Martha; BRASIL, Eric, MONTEIRO, Lívia, XAVIER, Giovana. Introduçao. IN: Cultura Negra, novos desafios para a História.)

Revolta da Chibata ou Revolta dos Marinheiros (1910)

Johann Moritz RUGENDAS, Punições públicas no Campo de Santana, Litografia, 1835. Os homens eram recrutados para a Marinha de Guerra à força nas ruas ou prisões. Havia também o alistamento de menores pobres, órfãos e desvalidos que eram enviados por pais, juízes e tutores. O governo incentivava esse tipo de alistamento através do pagamento de prêmios aos responsáveis dos garotos.   Entre os receios que afastavam voluntários para o serviço estavam o tempo de serviço militar obrigatório (entre nove e quinze anos), o baixo salário e as violências sexuais. No entanto, as formas de disciplinamento usadas pelos oficiais eram o que maior aversão gerava entre os possíveis candidatos. Porém, de forma rudimentar, a Marinha de Guerra também oferecia oportunidades de moradia, alimentação, soldo, viagens para conhecer o mundo, alguma especialização profissional e estabilidade na atividade durante 6 a 15 anos (esse tempo era obrigatório. A evasão era entendida como crime de deserção). N...